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quinta-feira

Reprodução/Pinterest

Meus amigos e até minha psicóloga me disseram que eu tenho costume de morrer antes de levar o tiro, mas é que eu sempre consigo ver a bala vindo em minha direção antes mesmo do gatilho ser puxado.

A sua chegada já era uma tragédia anunciada para qualquer um que estivesse próximo de nós. Você era campo minado e eu não consegui identificar de primeira, mas insisti em percorrer todas as suas áreas, mesmo sabendo que qualquer passo errado poderia me detonar.
Eu poderia usar as palavras mais bonitas já vistas no dicionário para compor as páginas que contariam nossos momentos, mas palavras bonitas já não cabem para descrever as memorias póstumas de nós.

A teoria do big bang se encaixaria perfeitamente. Talvez, tenhamos partido de um ponto extremamente denso e o choque dos nossos corpos tenha causado uma explosão, criando o cosmo, que Carl Sagan definiu como tudo o que já foi, tudo o que é e tudo que será. Talvez, nem as leis da física e da química, tampouco nenhum cientista capaz de calcular a distância entre as galáxias ou a velocidade com que elas se afastam seriam capazes de explicar o exato momento em que a gente se perdeu.

Te desconhecer foi como um desastre natural de alcance catastrófico, balançando cada fio da minha cabeça, trazendo sérios danos e deixando cicatrizes visíveis no meu corpo e coração, e esse acontecimento não foi registrado em nenhum livro de geografia.

Você me atingiu como um furacão categoria 5, causando efeitos devastadores e, depois que passou, deixou apenas os escombros. Eu ainda não consegui me recuperar. As marcas estão aqui visíveis.

Como o tsunami que atingiu a costa da Indonésia sem nenhum tipo de aviso, foi deixando estragos irreparáveis. Chegou levando tudo que estava pela frente, inundando minha mente e meu corpo, sem me dar nenhum tempo para que eu buscasse proteção.

Foi igual a um terremoto com magnitude 8 graus na Escala Richter, causando pânico, me atingindo com tanta força a ponto de abalar todas as minhas estruturas e deslocar as placas tectônicas do meu coração.

Você, a soma de todos os desastres naturais.
E eu?
Destroços.

Foto: Reprodução/pinterest

Dark, uma produção totalmente alemã, estreou na Netflix em Dezembro e, mesmo depois de assistir a série várias vezes, muita gente não entendeu nem a enigmática cena final da trama, nem a sequência de acontecimentos. A série possui uma das abordagens mais aprofundadas de obras cinematográficas ou televisivas sobre um dos temas de maior fascínio da cultura pop e da ficção científica: a viagem no tempo.

A sinopse parece algo padrão. Em 2019, a pequena cidade de Winden está em busca de um adolescente desaparecido. Poucas semanas depois, a outra criança some sem deixar vestígios, próxima a uma caverna nos arredores de uma usina nuclear. Enquanto isso, os habitantes locais estão alertas, mais especificamente as quatros famílias protagonistas que, episódio por episódio, revelarão alguns de seus segredos ao público enquanto tentam desvendar o mistério.
Não é uma série fácil: ao longo dos dez episódios, somos empurrados para uma trama onde linhas temporais diferentes convergem e as várias versões dos mesmos personagens ocasionalmente passeiam por elas. Por essa razão, montamos uma lista com 5 motivos para você se jogar de cabeça nessa confusão que Dark é.

1 – Referências
A série parece uma mistura de muita coisa que você já assistiu, e por esse motivo, se você gosta de Donnie Darko e True Detective, com certeza vai gostar de muitos elementos. Ela é uma série que explora o que aprendeu com o que veio antes dela, e usa isso a seu favor. É recheada de conteúdo de outros conteúdos que amamos.

2 – Fotografia
Uma coisa que eu não posso deixar de dizer sobre a série é que a paleta de cores é MARAVILHOSA! Desde a abertura até algumas tomadas que fazem você querer pausar a série para poder reparar em todos os pequenos detalhes daquela fotografia incrível. Dark é linda, ninguém pode negar isso. Arrisco dizer que é a melhor fotografia das produções da Netflix. Quase tudo é cinza, exceto os pontos que o diretor quer dar destaque.

3 – Várias coisas acontecendo ao mesmo tempo
É tanta coisa acontecendo na série, que a gente fica meio perdido e é exatamente por isso que dá super certo! Tem viagem no tempo, acontecimentos sobrenaturais, investigações policiais, drama, assassinatos pesados, política, ciência! Tudo, na mesma série, em três linhas do tempo, com os mesmos personagens, em diferentes fases de suas vidas.

Foto: Reprodução/pinterest

4 – Viagem no tempo
Se você gosta do tema, vai curtir. A série faz muitas perguntas sobre tempo, viagem e tem uma mitologia própria sobre isso. Você vai entender como funciona o buraco da minhoca, que é uma ponte de Einstein-Rosen. Dark ainda usa teorias e pensamentos de grandes cientistas e filósofos como Einstein e Nietzsche.

5 – Plot twists de sobra
Sabe aquelas coisas óbvias que você prevê? Elas simplesmente não acontecem. A todo instante, novidades são mostradas e revelações explosivas ocorrem a todo momento. Dando um nó em sua mente.

Se você ainda não assistiu Dark na Netflix corra e veja agora mesmo! Espero que os motivos te impulsionem a isso.

E lembrem - se: "O fim é o início, e o início é o fim."

terça-feira


fonte: pinterest

Obs: esse post pode conter spoilers. 😊

Ok, antes de tudo, deixa eu explicar que “Você” ou “You”, se preferir, é uma série! Uma produção original da Lifetime, mas que entrou no catálogo da Netflix em dezembro.

A série é baseada em um livro de mesmo nome escrito por Caroline Kepnes, e tem dez episódios em sua primeira temporada. Acompanhamos a rotina de Joe, um gerente de uma livraria em Nova York, que em um dia normal, atende uma garota que chama sua atenção. E é a partir desse “amor à primeira vista” que acompanhamos todas as suas tentativas de aproximação, até que finalmente ele consegue se tornar íntimo de Guinevere Beck, com quem ele inicia um relacionamento à base de ciúme e paranoia.

É nada mais, nada menos que uma história interessante sobre relacionamento abusivo e psicopata. 

Tudo começou com a memorização do nome dela em seu cartão de crédito e uma simples pesquisa no Google e o stalker já encontrou todas as informações que precisava: endereço, onde Beck trabalhava e com quem se relacionava. A partir daí a saga começa. Joe espreitando a vida de Beck e todos os seus relacionamentos. Então, os encontros que, para ela, eram apenas coincidências, passaram a ser planos minimamente calculados por ele, tudo para conquistar a sua “garota dos sonhos”.

A série não esconde quem o Joe é desde o início, não romantizam nada, o que vemos é o desenrolar de uma perversão, de um desvio comportamental de um sujeito que, provavelmente, nem faça ideia da doença que tem. E o Joe não acha que ele seja uma má pessoa, só está “ajudando” a Beck. Poucas vezes a mente de um stalker foi tão bem demonstrada como nessa série.

A série é um pouco lenta, só conseguiu me prender pela força do ódio, sério! Continuei porque queria saber até onde o Joe iria. Além de ter muitos furos, gente, não é possível. O cara era iniciante e conseguiu driblar todo mundo, como assim? Ele conseguia entrar nos lugares sem ninguém perceber, parecia até que era invisível. É toda narrada pela perspectiva dele, é fascinante observar como funciona a mente de um psicopata, como ele consegue facilmente distorcer os fatos para justificar suas atitudes. Joe consegue tirar isso de letra, tem uma desculpa para tudo.

Acabei de assistir e fiquei abismada, assustada e mais paranoica que o normal. Eu quase surtei com o final, caramba, nunca senti tanto ódio! Eu não consegui me apegar a personagem nenhuma, com exceção de Paco e talvez Karen mereça meu respeito, mas sério, todo mundo com um probleminha, óbvio que o Joe era o maior problema ali, mas a Peach também não ficava para trás, outra Stalker.

O mais louco foi ver gente romantizando tudo, o cara é um assassino, galere! O próprio Penn, ator da série, precisou explicar que o Joe é toxico e pedir para as pessoas não romantizarem o relacionamento deles. E o povo tá aí ó: Oh meu Deus, quero um Joe na minha vida!



Existe uma diferença entre gostar de um personagem pela complexibilidade dele e gostar tanto a ponto de querer um psicopata na vida. Ninguém realmente quer um psicopata em sua vida, espero eu.  O Joe é um rostinho bonito? É, mas também é controlador, assassino, psicopata e tudo mais. Não tem motivos para gostar dele. JOE é um nojento e escroto. É isso!

Resumindo: You é boa, tem um conteúdo legal, dá para passar o tempo, mas não é tudo isso também não. E PAREM de romantizar e tentar justificar as atitudes do embuste. Não é uma história de amor e sim, de obsessão. É isso! 

Se liguem no recado da Beck:

      

Xoxo, babys!

sábado



Em uma conversa com alguns amigos, no final do ano passado, eu pensei em maldizer o ano. Falar só das coisas ruins e aquelas baboseiras que a gente sempre fala nos finais dos anos. É que a última semana do ano sempre me deixou meio para baixo. Fico pensando e digerindo momentos, analisando cada ponto que errei, o que eu poderia ter feito melhor e tudo que eu poderia ter evitado.

Às vezes, perdemos tanto tempo observando o que queríamos que acontecesse, que nem paramos para agradecer pelos ganhos, pelos presentes que a vida, o universo, Deus e todos os astros nos deram. Por todos os sorrisos, todas as conquistas e por todas as vezes que perdemos uma batalha, mas que aprendemos algumas lições que serviram de algo para nossas vidas.

Foi um ano estranho desde o início, talvez o ano mais louco da minha vida. Eu me assustei e muito! Foram tantas expectativas frustradas, tantas coisas deixadas de lado, me vi tendo que crescer e amadurecer forçadamente depois de algumas rasteiras da vida e me reestruturar após crises que a ansiedade amarga me causou. Mas é isso, é a vida nos ensinando que ela não segue planos, não os nossos. Que ela não se importa com o quanto você chore, grite, esperneie e faça birra.

Um ano de tantas surpresas, boas e ruins, gente que eu nem imaginava que viria e chegou, gente que eu achei que ficaria e se foi. 2018 foi um ano atípico, mas que deixou muitos momentos marcados na minha memória e acima de tudo, me fez perceber que a minha felicidade só depende de mim. Que eu não preciso me submeter a situações que me diminua e me bastar ao ponto de não precisar estender os braços para abraçar o que não me abraça de volta. Aprendi que é melhor criar cactos do que expectativas, ok, minhas experiências com os cactos também foram fracassadas (mea culpa).

Eu nunca fui do tipo de gente que escreve metas para cada ano, mas antes desse ano começar, me dediquei a escrever algumas para que no final do ano eu as marque como realizadas. Minha maior promessa (e talvez a única) para 2019, é me ter como prioridade. Talvez isso desgaste algumas relações, amizades, mas paciência, é o meu momento de olhar para mim com mais carinho e começar a atender as minhas necessidades. Egoísta, mas necessário!

Ano passado eu passei por tempestades perversas, que arrastaram tudo. O ano deixou escombros, algumas feridas abertas e me deu algumas despedidas, mas enchi a casa de coragem, de amigos, coloquei recomeços em alguns vazios frios e pedras em alguns buracos que ele resolveu deixar.

Eu realmente pensei em maldizer o ano, mas não posso esquecer que ele não foi de todo ruim. Apesar de todas as bads, foi um ano de muitas conquistas e aproveitei para me livrar de algumas prisões, impossível olhar para trás e não me orgulhar do tanto que cresci.

“Ano passado eu morri (várias vezes), mas esse ano eu não morro.” - foi Belchior que disse, mas poderia ter sido eu. E com essa frase, eu termino esse texto. Que nosso ano seja leve.  

quarta-feira

Criei diálogos contínuos comigo mesma nos últimos meses. Eram duas vozes falando em minha cabeça, a primeira voz sempre falava pela razão, e a partir dela que minha mente se transformou em uma constante prisão de pensamentos. A segunda voz, por outro lado, representava tudo aquilo que meu coração queria, e foi dela que fiz você minha prisão.

Meus pensamentos dialogam constantemente com as 24 horas do meu dia, cada mínimo detalhe é um gatilho pra tudo aquilo que a razão quer gritar, mas eu abafo. Já criei inúmeras conversas, nas quais tudo aquilo que habita no meu peito é vomitado pela minha boca, tudo parece fazer sentido, e ainda assim, depois de todo o desabafo me trazer conforto por inteiro, o meu coração fala mais alto: NÃO!
E mais uma vez eu sigo sendo esmagada por mim mesma. Afinal, quem é o nosso pior inimigo a não ser nós mesmos?

Me pego oferecendo conselhos e dizendo as pessoas o que elas devem fazer da vida delas, ao mesmo tempo em que eu mesma destruo qualquer indício de que lá no fundo, a razão, a primeira voz deveria falar mais alto - sempre quis ser a minha melhor companhia, e ainda acho que lá no fundo a gente pode acabar se dando bem, eu só preciso ser mais sincera comigo mesma.

Às vezes ouvir o que a razão tem para dizer dói, é como se você estivesse tomando uma dose da pior cachaça, daquele tipo de líquido que quando misturado com outros é incrivelmente bom, mas puro, acaba rasgando a sua garganta. É a mesma coisa com palavras. Elas têm o poder de te salvar, mas podem te despedaçar por inteiro quando são ditas ou ouvidas puras. Sem nenhum tipo de aviso prévio ou filtro. E até as pessoas que afirmam que a cachaça pura não é tão ruim assim, não tem coragem o suficiente de vomitar os sentimentos.
Ninguém gosta de ressaca de álcool, nem de palavras. E eu estou tentando ao máximo esboçar através dessas palavras tudo aquilo que minha mente gostaria de expressar, e o coração? Ah, esse tem dias que eu me recuso ouvir, mesmo já tendo milhares de textos que explicitam sua vontade, talvez esse seja, na realidade, uma composição sobre a agonia que os dois enfrentam do que o que realmente eu gostaria de dizer, afinal, nem eu entendo realmente o que se passa. 
E veja só, me referi ao específico “você” uma única vez ao decorrer do texto, não tinha como, mas dessa vez os holofotes estão todos sobre mim, obrigada ao coração por dar espaço ao meu eu e aos meus conflitos internos, mesmo que tenha sido apenas dessa vez.
Talvez se eu falasse tudo aquilo que eu desejo eu seria uma pessoa melhor comigo mesma, porque sinceramente, o quão boa eu tenho sido pra o meu interior? Me pergunto quase todos os dias. Acho que nem 5% do que deveria.
Escrevi por essas entrelinhas aquilo que gostaria de deixar explícito, mais uma vez por medo (talvez) de escancarar as portas, deixar as coisas fluírem, fazer o cérebro e o coração entrarem em um acordo e desatar os nós. Sei que meu interior reflete a minha felicidade. Só preciso de coragem suficiente para escuta-lo.

via: pinterest

Uma angustia sem fim.

Minhas unhas espalhadas pelo chão, enquanto eu grito e esperneio. “Vá embora”, eu imploro.
Mas você nunca vai.

Você sorri satisfeita enquanto me vê tremendo no canto do quarto. A sua presença me dá ânsia. Saia daqui. Eu não consigo parar.

Tic tac… Tic tac...

Meus pés balançam, pra cima e para baixo. Rápido, mais rápido!

Levanta desse sofá, saia do meu quarto, fecha a torneira, os pingos estão caindo e você está me fazendo contar.

Não suja o chão.

Deixa meus livros no lugar.

Para de entrar na minha cabeça e fazer com que eu me sinta mal.

Para de me fazer me sentir presa, por que você é assim? Me solta, quero ver as pessoas que amo e fazer as coisas que gosto. Me deixa sair.

Levanta de cima de mim, saia da minha cama, por favor! Me deixa sentir vontade de acordar.

Ei, não derrube as minhas coisas. Pare de bagunçar o que não é seu!

Que inferno!

Olhe só o que você fez comigo.

Ansiedade, você é teimosa. Parece uma criança mimada e eu sou um fracasso como mãe, não sei cuidar de você.

Que droga!

Você não vai embora, né? Vamos ter que nos acostumar, nos entender, crescer... Eu não pedi pra você morar na minha vida e sei que você não pediu para aparecer, mas o universo jogou assim e eu tenho que entender. 
  
Ei, desce da mesa, você vai quebrar tudo por aqui.

Não faz meu coração acelerar, me deixa respirar.

Ei, isso não é divertido.

Ansiedade, para!

Eu não quero brincar.

terça-feira


Eu gostei de você (este foi o melhor conjunto de palavras que encontrei para exteriorizar o que eu senti) e o que sinto no momento é só um aperto no coração por não saber o que fazer e talvez ter que te tirar do espaço que te coloquei, por tempo demais, se quer saber. E consegue entender o quanto isso é estranho? Não saber o que fazer e nem saber se quero fazer algo, mas esse ainda não é o ponto.

Vamos lá, você me passou segurança suficiente para que eu pudesse gostar de você, mas não para que eu sentisse que era algo bom de se acontecer. Veja bem, eu já deveria entrar nessa me sentindo como uma peça descartável, que poderia ser deixada de lado a qualquer momento. Talvez seja porque você prefere essa coisa do gostar momentâneo, consigo até entender o paradoxo, mas a questão é que quando se trata de outras, você não tem esses problemas.
Você consegue perceber o quanto deixar as coisas de lado pode ser maléfico? As pessoas nunca devem ser deixadas de lado por opção, elas devem ser tratadas com a prioridade que elas têm, ou com a prioridade que desejamos que elas venham a ter, mas esse ainda não é o ponto.

A minha segurança você conquistou, a minha vontade de te dizer o que eu penso quando estou desligada, não me convence a não pensar que não vale a pena eu mandar mensagens e te chamar para conversar, quando na verdade, não é a minha mensagem que você está esperando. E não pensar na saudade que eu sinto de como a gente conversava quando não existia o medo do outro pensar que a gente (eu) está se envolvendo demais ao falar determinada coisa, como se a gente precisasse ter medo de simples palavras. Esse é o ponto? Ainda não tenho certeza...

Então deixa eu contar mais uma coisa e esclarecer(?). Já disse a mim mesma que ia desistir de você, não agora, mas bem antes, mas sempre acabava deixando para lá, mais uma vez e me desgastando logo em seguida. Aproveitar para falar que todas as vezes que penso em você, não penso em responsabilidade e nomenclaturas, na verdade, eu pensava como alguém que eu gostaria de conhecer (mesmo que eu já conhecesse) sem toda essa obrigação e seriedade, como pessoas e não com joguinhos, poderíamos ser capazes disso, eu acho. Acho que achei o ponto.

O problema é que eu comecei a gostar de você, (e é aqui que esse parágrafo começa a ir contra o primeiro) mas que bagunça eu fui fazer? Não faço ideia. A todo momento a vida me lembra que eu não tenho controle algum e desenvolver sentimentos por alguém não é algo planejável. E te contar não tinha sido opção, eu não admiti pra mim, imagine só se iria admitir pra você? Mas eu fiz e a sensação que eu tive foi que estava te sufocando. Mas como que vou ter certeza, se você nunca diz nada.

Eu não sabia o que fazer – ainda continuo sem saber- e por não saber, optei por escrever. Isso se tornou uma válvula de escape, porque se a gente não coloca pra fora de alguma forma, a gente acaba morrendo por dentro.

E esse é o primeiro texto sobre você.