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quarta-feira

Ansiedade, para!

via: pinterest

Uma angustia sem fim.

Minhas unhas espalhadas pelo chão, enquanto eu grito e esperneio. “Vá embora”, eu imploro.
Mas você nunca vai.

Você sorri satisfeita enquanto me vê tremendo no canto do quarto. A sua presença me dá ânsia. Saia daqui. Eu não consigo parar.

Tic tac… Tic tac...

Meus pés balançam, pra cima e para baixo. Rápido, mais rápido!

Levanta desse sofá, saia do meu quarto, fecha a torneira, os pingos estão caindo e você está me fazendo contar.

Não suja o chão.

Deixa meus livros no lugar.

Para de entrar na minha cabeça e fazer com que eu me sinta mal.

Para de me fazer me sentir presa, por que você é assim? Me solta, quero ver as pessoas que amo e fazer as coisas que gosto. Me deixa sair.

Levanta de cima de mim, saia da minha cama, por favor! Me deixa sentir vontade de acordar.

Ei, não derrube as minhas coisas. Pare de bagunçar o que não é seu!

Que inferno!

Olhe só o que você fez comigo.

Ansiedade, você é teimosa. Parece uma criança mimada e eu sou um fracasso como mãe, não sei cuidar de você.

Que droga!

Você não vai embora, né? Vamos ter que nos acostumar, nos entender, crescer... Eu não pedi pra você morar na minha vida e sei que você não pediu para aparecer, mas o universo jogou assim e eu tenho que entender. 
  
Ei, desce da mesa, você vai quebrar tudo por aqui.

Não faz meu coração acelerar, me deixa respirar.

Ei, isso não é divertido.

Ansiedade, para!

Eu não quero brincar.

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