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segunda-feira

Quem é você?



Sobre suas idas...

Segunda você me encheu de flores e você sabe -sabe?- que eu nem gosto de flores, mas aceitei por ser você. Terça você me fez me sentir estúpida e eu me culpei por ter caído no seu papo mais uma vez.

Quarta o mundo era nosso e a felicidade me fez esquecer que no dia anterior você tinha retirado o mundo das minhas mãos. Mas fazer o quê? Esse era o efeito que você causava em mim. Quinta eu esperei que você agisse estranho, mas isso não aconteceu.

Sexta você puxou o tapete e sacudiu a poeira no meu rosto. E quem dera se apenas a rinite tivesse se instalado aqui. Você disse que precisava de espaço e eu tive que respeitar. Sobre você ter ido embora em plena sexta, foi o grito desesperado da ansiedade amarga.

No sábado não nos falamos e o domingo foi o choro acelerado da solidão.

É tão estranho o jeito como a mesma pessoa que faz você se sentir tão bem, tem o poder de te causar dor. E no meio de tantas idas e vindas, eu sempre me pergunto, meu bem (bem?). Quem é você hoje? Escolhe ser o sol ou prefere ser a chuva? E amanhã? Vai me fazer sorrir ou me trazer arrependimento? Eu já não sei mais o que esperar de ti.

Sobre suas voltas...

Na segunda você tinha meu coração, terça me fez gritar, quarta nos separamos e na quinta não foi bem isso que você quis dizer. Sexta eu deixei para lá e no sábado você que não sabia o que queria e nem sabia se realmente queria saber. No domingo eu que precisei do meu espaço.
A sua indecisão era como os carros se chocando numa rua caótica e eu? Eu bem no meio deles. Por isso eu te pergunto. Quem é você?

Porque eu já nem sei mais quem eu sou.



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