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sábado

Sobre recomeços...



Em uma conversa com alguns amigos, no final do ano passado, eu pensei em maldizer o ano. Falar só das coisas ruins e aquelas baboseiras que a gente sempre fala nos finais dos anos. É que a última semana do ano sempre me deixou meio para baixo. Fico pensando e digerindo momentos, analisando cada ponto que errei, o que eu poderia ter feito melhor e tudo que eu poderia ter evitado.

Às vezes, perdemos tanto tempo observando o que queríamos que acontecesse, que nem paramos para agradecer pelos ganhos, pelos presentes que a vida, o universo, Deus e todos os astros nos deram. Por todos os sorrisos, todas as conquistas e por todas as vezes que perdemos uma batalha, mas que aprendemos algumas lições que serviram de algo para nossas vidas.

Foi um ano estranho desde o início, talvez o ano mais louco da minha vida. Eu me assustei e muito! Foram tantas expectativas frustradas, tantas coisas deixadas de lado, me vi tendo que crescer e amadurecer forçadamente depois de algumas rasteiras da vida e me reestruturar após crises que a ansiedade amarga me causou. Mas é isso, é a vida nos ensinando que ela não segue planos, não os nossos. Que ela não se importa com o quanto você chore, grite, esperneie e faça birra.

Um ano de tantas surpresas, boas e ruins, gente que eu nem imaginava que viria e chegou, gente que eu achei que ficaria e se foi. 2018 foi um ano atípico, mas que deixou muitos momentos marcados na minha memória e acima de tudo, me fez perceber que a minha felicidade só depende de mim. Que eu não preciso me submeter a situações que me diminua e me bastar ao ponto de não precisar estender os braços para abraçar o que não me abraça de volta. Aprendi que é melhor criar cactos do que expectativas, ok, minhas experiências com os cactos também foram fracassadas (mea culpa).

Eu nunca fui do tipo de gente que escreve metas para cada ano, mas antes desse ano começar, me dediquei a escrever algumas para que no final do ano eu as marque como realizadas. Minha maior promessa (e talvez a única) para 2019, é me ter como prioridade. Talvez isso desgaste algumas relações, amizades, mas paciência, é o meu momento de olhar para mim com mais carinho e começar a atender as minhas necessidades. Egoísta, mas necessário!

Ano passado eu passei por tempestades perversas, que arrastaram tudo. O ano deixou escombros, algumas feridas abertas e me deu algumas despedidas, mas enchi a casa de coragem, de amigos, coloquei recomeços em alguns vazios frios e pedras em alguns buracos que ele resolveu deixar.

Eu realmente pensei em maldizer o ano, mas não posso esquecer que ele não foi de todo ruim. Apesar de todas as bads, foi um ano de muitas conquistas e aproveitei para me livrar de algumas prisões, impossível olhar para trás e não me orgulhar do tanto que cresci.

“Ano passado eu morri (várias vezes), mas esse ano eu não morro.” - foi Belchior que disse, mas poderia ter sido eu. E com essa frase, eu termino esse texto. Que nosso ano seja leve.  

Um comentário:

  1. Oi Naise,tudo bem? (Posso te chamar assim)
    Teu blog é lindo e é uma inspiração pra mim,quem me dera escrever com tanta propriedade, achei o texto bem sincero e sinto que suas palavras foram bem verdadeiras. Que em 2019 a gente se liberte das correntes que nos prendem de conquistarmos a nossa própria (e única) felicidade.
    Bj.
    http://blogcarolarruda.blogspot.com
    @blogcarolarruda

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